quarta-feira, 14 de março de 2012

CARACTERISTICAS DA RAÇA E MEDIDAS STANDARD

Provavelmente este sería um texto que faría mais sentido ter sido publicado no inicio deste bolg. Mas aproveito o artigo para ALCAC para deixar aqui, ao seguidores deste blog algumas orientações quanto ás caracteristicas mais importantes para seleccionar os seus phoenix:

As características que definem a raça e as medidas standard não devem ser confundidas.

Existem determinadas características em qualquer raça que a definem como tal, ou seja, sem as quais (qualquer uma) o animal já não pode ser considerado daquela raça. Isso acontece quer nas galinhas quer nos cães ou gatos ou qualquer outra raça de animais melhorada pelo Homem.

As medidas standard ou padrões da raça servem para classificar dentro da raça os melhores ou piores exemplares e são principalmente importantes para quem expõe os seus animais ou os apresenta em concursos.

Já fui criador de muitas espécies, inclusive de cães e para ilustrar esta situação dou o exemplo de algo que não tem nada a ver com galinhas:

Um cão da raça Pointer com o nariz bi-partido ou com 6 dedos é desclassificado do concurso por defeitos, o mesmo acontece se o seu dono lhe cortar a cauda para melhorar a sua performance na caça, no entanto esse cão não deixa de ser um Pointer. No entanto, um cão em tudo semelhante a um Pointer mas com orelhas fitadas (em pé) não é um Pointer pois é um defeito totalmente contrário às características da raça (orelha caída).

Voltando aos Phoenix, existem determinadas características que os definem como tal, ainda que de uma forma simplista, passo a enumera-las:


  1. Crista simples
  2. Patas cinzentas ou azuladas
  3. Brincos brancos redondos
  4. Cauda comprida pelo menos que toque no chão.

Estas características definem um phoenix, as restantes podem distinguir um bom de um mau phoenix ou podem estar de acordo ou não com os padrões definidos por uma qualquer entidade de um qualquer país ou agrupamentos de países e por isso ser ou não aceite a julgamento, no entanto não deixa de ser um phoenix.

As cores, podem ser variadas. Tradicionalmente os phoenix seguem o padrão de cores “duckwing” tal como os Brigadores, os Legorn, os Kriel e outras, ou seja as cores padrão são os vermelhos (também chamados dourados), os prateados, os dourados (também chamados limão), os pretos e os brancos. No entanto, um pouco por todo o Mundo experimentam-se cores diferentes em Phoenix, os Ingleses tem um phoenix multicolor a que chamam “variegated phoenix”, existem os chocolate (cor preta acastanhada com duckwing castanha), azuis, pyle (ou pilêt), pretos-dourados (resultante de mistura de indivíduos pretos e dourados ou prateados), os “black tailed buf” “shojo” (aparentemente raríssimos), os “black tailed white” (raros mas menos) e há ainda quem esteja a trabalhar para fazer phoenix pedrês.

Todas estas cores, excepto as primeiras cinco, não são aceites normalmente para concurso, no entanto um dos phoenix mais bonitos que já vi é um “azul-pilêt” de Júlia Keeling,

- Não me importava nada de o ter mesmo sem o poder levar a qualquer concurso.

As caudas e selas (penas que saem do dorso junto à cauda) e os mantos do pescoço são muito variáveis, sendo tanto melhores os phoenix quanto maiores e mais abundantes estas penas forem. No entanto, as várias origens de que provêm os Phoenix  de linhas diferentes, tornam os phoenix com alguma variabilidade de estilos (quer em grande, quer em pequeno ou intermédio): patas mais curtas ou mais compridas, caudas compridas com selas curtas, selas compridas com caudas menos boas, mantos densos ou mantos mais compridos mas menos densos etc.

Existem linhas definidas como os Schubert e os Ismer, criados por criadores que lhes deram o nome, e seguidos mais ou menos fielmente um pouco por todo o Mundo, uns mais elegantes e compridos outros mais compactos.

Há quem diga inclusive que quem cria Phoenix há muitos anos acaba por criar um estilo próprio resultante das suas próprias seleções e melhoramentos.

Para os aficionados dos concursos devem seguir os padrões seguidos pelas normas dos países ou das associações de criadores.
Em Portugal a prática dos concursos de galinhas não tem uma história muito grande e pode-se constatar pela falta de juízes credenciados nessa matéria existentes em Portugal (os que conhecia ou estão velhos e “deixaram-se disso” ou já morreram). Felizmente a ALCAC está a fazer alguma coisa para mudar esse panorama.

Em Portugal vigoram as normas europeias dos standards de galinhas, que descrevem para os phoenix as seguintes normas mais importantes:

Galo:

Cabeça – Cabeça pequena, estreita e comprida.

Cara – Lisa e vermelha

Crista – Simples, média, direita, fina, com 4 a 6 dentes não muito profundos.

Barbilhos – Médios redondos e vermelhos.

Orelhas – Pequenas, ovaladas e brancas.

Olhos – Grandes, vivos e alaranjados.

Bico – Médio, forte, um pouco curvado, de cor clara ou cinzento azulado.



Pescoço – Médio, largo sobre os ombros mas fino ao chegar à cabeça fazendo uma curva na nuca. Está coberto por um manto de penas finas e compridas que caem sobre o dorso, formando um leque que deixa apenas a parte da frente do pescoço descoberta.



Tronco- esbelto e ligeiramente inclinado.

Dorso – Comprido, ligeiramente inclinado para trás, de largura média nos ombros estreitando-se atrás. Da parte posterior do dorso (sela) caem penas finas e compridas que devem tocar no solo.

Abdómen – Pouco desenvolvido. 

Cauda – comprida, seguindo a linha do dorso, abundante em penas que se prolongam e tocam no chão, quer as centrais quer as secundárias.

Asas – Médias, de portada alta e bem arqueadas. Ligeiramente descaídas.

Patas – Médias, lisas e sem penas, de cor cinzento-azulado. Com 4 dedos finos e compridos.  



Galinha:

Características principais semelhantes ao macho. Crista pequena e orelhas mais pequenas: Cauda comprida e horizontal sobressaindo-se das restantes as duas penas centrais, com as coberturas bastante desenvolvidas cobrindo as penas da cauda.

Variedades de cor:

Dourado (vermelho), prateado, alaranjado (dourado), branco e preto.

Espero ter sido util


 Referencias:

Os dados das caracteristicas standard para Portugal/Espanha foram retirados do livro Gallinas de raza  de Amadeu Francesch Vidal.



Ricardo Silva - Lusophoenix

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Penas de Phoenix na Moda Portuguesa

O adereços de penas já são utilizados há muito para vários efeitos e objectivos. Lembramo-nos logo do carnaval e dos brincos, mas há um cem número de aplicações diferentes e estão sempre a surgir novas ideias.
Uma das novas tendencias nos Estados Unidos é utilizar as penas da celas de Phoenix e Onagadori como extenções de cabelo já que estas são muito finas, longas, lavaveis e permitem uma gama de cores bastante variáveis, ao gosto de cada um(a).

Amália Buisson, uma jovem estilista Portuguesa com muito trabalho já apresentado não só em Portugal como nos Estados Unidos tem um estilo própio conjugando os tecidos com materiais menos usuais, está usar as penas de phoenix quer como extensões de cabelo quer como adereços nas suas criações. A lusophoenix colaborou com esta sua nova iniciativa, em mais uma vertente possivel para a utilização desta magnifica raça de galinhas.

Aqui estão dois exemplos dos primeiros testes:



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

OS DOIS IRMÃOS GOSHIKI E SEKKETSU

Os dois irmãos, filhos de Chichioya no kin, nascidos em Maio, foram os unicos sobreviventes do ataque de clamideose que me arrasou quase dois bandos completos. Estes dois irmãos foram tratados quase à mão para ver se não morriam, pois eram os melhores do bando e provavelmente do ano, e lá os consegui safar. A doença atrasou (ou reduziu) o seu crescimento, pelo que não são tãp grandes como o pai. O vermelho ficou sempre com a crista muito escura (caracteristica e que verificou em todos os que adoeceram) mas o dourado clareou a crista novamente. Gosto muito de ambos, para mim depois do Gin no sukato, são os melhores deste ano, pelo que já os seleccionei para reprodutores. Aqui ficam algumas fotos já com um pouco antigas.


No seguimento da ideia de dar nomes Japoneses aos reprodutores decidi dar ao dourado o nome de Goshiki que quer dizer 5 cores em Japonês, porque é assim que eles designam esta cor enquanto que o vermelho pela cor das suas penas mas também pela sua crista escura decidi dar-lhe o nome de "sangue vermelho" - Sekketsu. Apresento-vos

Sekketsu e Goshiki


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A HISTORIA DE GOSUTO - O PHOENIX BRANCO


Gosuto foi a minha unica introdução de sangue externo, desde que comecei o projecto Lusophoenix em Maio de 2011.

São da variedade pequena. Juntamente com uma fêmea da mesma cor foram comprados ao João Carita, a pessoa que para mim tem melhores phoenix brancos e phoenix pretos de veriedade pequena que eu conheço em Portugal. Tem feito um bom trabalho! 

No entanto, pessoalmente não me enchem as medidas, e isso apenas por duas razões; porque são pequenos e por serem brancos (não me "puxa" tanto).`Áparte disso são de muito boa qualidade.

O único objectivo para que os fui buscar foi para fazer Pilês, uma cor que há muito ambiciono fazer, uma côr que existe em muitas raças de "duckwing" como kriel e leghorn, juntando brancos com vermelhos, mas que em phoenix é muito rara.

Soube no entanto, através do forum Onagadori - Long tail and long crower fowls, que como a cor branca nos phoenix é recessiva eu nunca conseguirei fazer pilês com phoenix brancos (daí ser raro). Tenho de tentar com outras raças como leghorn o que dará muito mais trabalho a apurar.

Apesar dos objectivos para este reprodutor sairem frustrados não invalida que continue a criar brancos, aproveitando a boa genética proveniente do João Carita.

Apresento o novo reprodutor da Lusophoenix -  Gosuto - fantasma branco

terça-feira, 24 de janeiro de 2012